Orfélia

Filipe Mattos deixou o Brasil e Anaïs Thinon mudou-se de Portugal, ambos com o desejo de encontrar-se através da música. Acabaram encontrando um ao outro em Berlim. Os dois estudaram por anos: Filipe atendeu Conservatórios de música por nove anos e é um guitarrista obcecado por harmonias. Anaïs estudou canto lírico e piano clássico, além de ter formação em artes performativas. O primeiro encontro dos dois aconteceu em 2017, e em um palco: Filipe tocou em um concerto para uma banda em que Anaïs era a cantora. Pouco tempo depois a sintonia cresceu, e eles tornaram-se parceiros musicais. Juntos, Filipe e Anaïs tiveram então a ideia de criar um projeto que expressasse em imagem e som as suas ligações afetivas, culturais, históricas. Resgataram antigas ideias inacabadas, criaram novas, passaram a escrever e compor a quatro mãos. E em poucos meses, criaram um repertório de novas músicas autorais.

Desde o final de 2019 a dupla reside em Lisboa. Durante seu primeiro ano em Portugal lançaram o primeiro EP: Retratos Temporais. Em quatro canções, o EP flerta com a Bossa nova e o Fado, com o Samba e a música Psicodélica. Suas letras falam de sentimentos pessoais, personagens históricos, realidade e ficção, criando imagens e situações de um cotidiano pessoal e coletivo. Também lançaram videoclipes para todas as músicas do EP e dois novos singles: Lagos, que foi um dos vencedores do concurso Inéditos Vodafone, promovido pela Vodafone e Sony Music Portugal, e Baba Marta, a primeira canção do projeto na língua inglesa. Atualmente Filipe e Anaïs trabalham com uma banda na produção do primeiro álbum de longa duração. Acaso e destino formaram uma harmonia chamada Orfélia: um projeto que extrai sua inspiração de ritmos diferentes, sua força de conexões reveladoras, a brilhar uma luz própria, vibrar um som único.

Orfélia quer mesmo é cantar